não tô aqui para adestrar macaco
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“Desculpe-me se sou atrevida nas horas inapropriadas. Faz tanto tempo que não me tiro para dançar, ou me permito errar propositalmente. Uma azeda. E olhe que outro dia jurei de pé junto que isso nunca mais aconteceria. A sua macumba de me manter confinada na aba da cartola não se desfez totalmente. Você também me pega despreparada quando liga às cinco da manhã e pergunta em quem estou pensando. A sua inteligência desequilibrada é que me mantém imune aos trapaceiros de sorrisos. Há trocas frequentes entre nós, eu uso e abuso da sua paciência enquanto você usufrui do meu senso de humor em filas de banco. Não há como não se apaixonar! Tal fragmento sequer era para você. Ia ser para mim, eu estava pensando numa coisa megalomaníaca e sem final feliz – para variar. Mas por um momento de fraqueza desci a vista e percebi que estava usando sua samba canção listrada.”

Bruna Cassiano (via desvencilhar)
tinta-vermelha:

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Woody Allen on the set of Everything You Always Wanted to Know About Sex but Were Afraid to Ask, 1972

“Tenho visto intelectuais demais ultimamente. Me canso fácil dos preciosos intelectos que precisam cuspir diamantes toda vez que abrem as suas bocas. Eu me canso de ficar batalhando por cada espaço de ar para o espírito. É por isso que me afasto das pessoas por tanto tempo, e agora que estou encontrando as pessoas, descubro que preciso voltar pra minha caverna. Existem outras coisas além da mente: há insetos e palmeiras e trituradores de pimenta, e eu vou ter um triturador de pimenta na minha caverna, portanto riam.”

Charles Bukowski, Notas de Um Velho Safado (via desvencilhar)